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terça-feira, 26 de junho de 2012

1997 : TWR Porsche WSC (nº7)

 Mais uma vez um privado conseguiu vencer os carros de fábrica. OTWR não era mais que a conjugação de um chassis Jaguar com um motor Porsche que resultou muito bem. O TWR mostrou-se um automóvel extremamente manobrável e relativamente confortável para este tipo de máquinas. Podia não ser o mais rápido, mas ao mutilarem a recta de Hunaudières numa chincana, a velocidade tornou-se um trunfo menos importante em La Sarthe. Mas isso não impedia a fábrica Porsche ter vindo com os 911 GTEvolution para vencer. Existiam outras marcas que também ainda não tinham dito a última palavra, em particular a McLaren, que não escondia o desejo de repetir a sua jogada de 1995.
 Também a Nissan encarava a edição de 1997 de Le Mans como objectivo prioritário do seu programa de competição. A Nissaninscreveu três R390 de motor biturbo de 3,5 litros, também projectados por Tom Walkinshaw, decididamente incontornável, e aMcLaren entrou com na da menos que seis F1 GTR equipados com um motor V12 BMW de 6 litros. A Joest Racing, por seu lado, inscreveu um único carro, ao contrário da edição anterior. Mas a Joest fartou-se de trabalhar na eficácia do seu automóvel. O consumo do flat sixbiturbo foi optimizado para diminuir o número de reabastecimentos, a sua aerodinamica também desempenhou um papel nadanegligenciável, e as acelerações a baixo regime permitiram uma exploração do motor ainda mais competitiva, evitando "jogar" de mais com a caixa de velocidades. No entanto, qualquer preparação, por mais afinada que esteja, não deixa de precisar de uma dose de pura sorte. os dois 911, na expectativa no inicio da prova , assumiram a liderança no começo da tarde, para só a largarem pontualmente, a cada reabastecimento.
Mas no domingo, as coisas correram de maneira diferente: no fim da tarde, um primeiro carro foi eliminado por causa de um despiste, e o segundo, então a comandar a corrida, teve de abandonar por causa de um incendio, duas horas e vinte minutos antes da chegada. As instruções para as paragens nas boxes seguidas à letra por Alboretto,Johanson e Kristensen, no intuito de aproveitarem o menor passo em falso dos adversários, mantendo sempre uma pressão constante, acabaram por se revelar lucrativas. A homogeneidade incrível do seuTWR permitiu-lhes até poupar um pouco a sua montada sem que isso significasse que andassem por ali a passear. No fim, foi o PorscheTWR nº7 que conseguiu cruzar a meta vitorioso, alcançando o objectivo que toda a equipa fixara 24 horas antes.



terça-feira, 13 de julho de 2010